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Crónica do Director

Curiosidades…

Uma simples ida ao Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, efectuada ao final da noite do passado domingo acabou por me fazer pensar numa série de curiosidades, ou verdades, umas positivas, outras muito menos.

Antes de tudo, devo dizer que é curioso verificar o espírito que se ali se vive nos períodos de maior acalmia, como é o caso de um domingo às onze e tal da noite.

Nos minutos que antecede a chegada do avião, ou dos aviões, provenientes de Lisboa e Porto, taxistas e outros colaboradores de empresa que estão sediadas no aeroporto entretêm-se em animadas cavaqueiras na procura de fazer passar o tempo, isto na zona das chegadas, porque na zona das partidas as luzes já se encontram menos intensas, ou mesmo desligadas, havendo somente os painéis informativos das próximas saídas de avião, apontando o primeiro para pouco depois das seis da manhã.

No mais, todos aguardam – serviços e colaboradoras – aguardam pelos passageiros e a verdade é que quando ali estou a lançar um olhar panorâmico sobre tudo e todos verifico que, provavelmente, já me saiu cara a ida ao aeroporto.

Pois é caros leitores, ao enquadrar o olhar no guichet do pagamento do parque de estacionamento lanço as mãos aos bolsos e verifico que não tenho o bendito cartão que confirma a hora de entrada.

“Bolas penso comigo mesmo, o melhor é ir já ali explicar a situação a ver se me não me ‘sai a sorte grande’”. Se o pensei, mais rápido o fiz tentando explicar que tinha entrado no parque às 22h57 para ir buscar o meu filho que chegava do Porto no voo que tinha aterragem prevista para as 23h18. Expliquei, reclamei, mostrei indignação, mas a única resposta que obtive foi que teria que pagar um dia inteiro de parqueamento pela módica quantia de 14 euros.

Como? 14 euros? Como é possível não ser sensível a uma situação, principalmente quando se percebe que àquela hora no aeroporto é perfeitamente possível perceber quem entra, a que horas entra, o que faz, onde vai, enfim tudo… Mas não, sem conversa resta é pagar e continuar à espera que o avião aterre e que da sala de desembarque saia o miúdo para que nos desloquemos para casa já com os bolsos mais – muito mais – vazios e com uma azia tesa.

Entretanto, o avião chega. Naquele momento já há mais movimento no aeroporto e começo então a verificar com curiosidade o que muitas vezes tenho dito. A aposta no desporto na Região faz sentido e tem de ser rentável. Vindo do Porto, um dos airbus da agora Azores Airlines transportou uma equipa de basquetebol feminino – fica o registo de parabéns ao União Sportiva pela conquista da Taça de Portugal – uma equipa de hóquei, uma equipa de futebol de formação, duas equipas de futebol sénior, uma equipa de hóquei em patins e ainda os conhecidos Ricardo Moura e Sancho Eiró que no passado fim-de-semana em projectos em separado participaram no Rali Serras de Fafe.

Agora, façam lá as contas. Quantas pessoas ligadas ao desporto estavam naquele avião? Se não fossem os desportistas como viria aquela cabine? Enfim, o desporto tem custos elevados para a Região, mas também tem retorno e leva também o nome dos Açores muito longe, como todos já certamente perceberam. Ou não? Será que ainda há quem diga o contrário? Provavelmente sim.

Até para a semana, agora é hora de regressar a casa depois de uma deslocação ao aeroporto que me custou, só de parque (por 30 minutos, ou pouco mais) 14 euros…

2016-03-07 12:04:46

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