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Opinião

Trilhos Pedestres

Escrevo estas linhas em pleno temporal. Sei que estamos em época natalícia, a caridade toca-nos de uma forma especial, não gostamos de ver os sem-abrigo nas ruas, ao vento e ao frio, mas, desculpem-me os mais solidários, o meu pensamento, hoje, com esta chuva, passa pelo estado dos terrenos e naturalmente dos trilhos pedestres por onde milhares de turistas passaram este ano e seguramente pisarão no próximo, pelo menos alguns trilhos.

Digo isto com preocupação, pois, se não tenho dúvidas que a maioria dos trilhos estarão em condições por altura do Verão, já não tenho a mesma certeza relativamente à condição destes no começo da época.

A Natureza não tem os mesmos timings que o Turismo, embora este tente acompanhar as estações do ano de uma maneira mais ou menos eficaz. E isto vai-se verificar novamente este ano. Todos os agentes económicos do ramo estão a preparar a chegada de mais turistas, já para Fevereiro. Sabemos que nessa altura o clima continua instável. Sabemos também que quem nos começa por visitar em primeiro lugar são os Escandinavos à procura do que temos de melhor – a Natureza, e para usufruir plenamente das nossas paisagens (pelos vistos sabem-no melhor que nós), nada como fazer passeios pedestres EM SEGURANÇA! E de facto nada disso pode ser oferecido. A condição destes trilhos neste momento é péssima, mas a maior angústia é não saber a quem recorrer.

Estando eu na área do turismo da Natureza, recorria frequentemente ao gabinete do Dr Carlos Pato da Direcção Regional do Turismo. Embora não fosse da competência deste gabinete a manutenção dos trilhos, de uma maneira mais ou menos informal, era dada a indicação ao promotor ou a alguém ou a alguma instituição para o fazer. Eu próprio contactava directamente algumas Câmaras Municipais para que, o mais rapidamente possível, pudessem arranjar ou desobstruir um ou outro trilho. Devo realçar por exemplo a Câmara Municipal da Povoação, que o ano passado fez um esforço enorme para que alguns trilhos estivessem prontos. É naturalmente a economia do concelho que está em causa.

E é de uma visão estratégica que precisamos. Algumas reformas foram feitas este ano em algumas instituições e, pelos vistos, algumas competências da DRT passaram de mãos. Para quem? Para onde? Para quê?

Não são perguntas retóricas, são genuínas, não tenho informação de quem vai acompanhar a condição dos trilhos pedestres ou até avaliar a localização de novos trilhos.

Quando sair esta crónica estarei provavelmente a visitar um ou outro trilho. Provavelmente de motosserra numa mão e catana na outra.

2010-12-15 09:10:30

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