Jornal diario
  • Grupo Oriental  

  • Grupo Central  

  • Grupo Ocidental  

PESQUISAR

RSS
Director: Pedro Botelho pedrobotelho@jornaldiario.com AÇORES traco SEXTA-FEIRA traco 18 DE AGOSTO
Publicidade
Opinioes
Mais Opinões
Publicidade
Empresas Comunidade soliária
Portais Universos Blogs
Publicidade
Opinião

O Concílio Vaticano II 50 anos depois...

Em Outubro de 2012 completam-se os 50 anos da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II, o acontecimento mais marcante da vida da Igreja Católica na época contemporânea. Daí que, provavelmente, o próximo ano pastorla de 2011-2012 terá em conta a ocorrência de uma tal efeméride proporcionando aos cristãos actuais e às comunidades eclesiais oportunidades de reflexão, debate e aprofundamento das mais significativas e inovadoras aquisições teológico-pastorais daquele acontecimento, no confronto com as novas problemáticas, entretanto levantadas, nas décadas que se lhe seguiram até aos nossos dias.

Um bom sinal de retomada do acontecimento e das temáticas do Vaticano II pareceu-me ser bem dado pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa ao propor um curso de doutoramento em Teologia – Caminhos da Igreja no Tempo, o Concílio Vaticano II, 50 anos depois-, um curso ao longo de quatro semestres, com temáticas sugestivas e docentes de referência.

A apresentação da referida iniciativa em ordem à sua divulgação dá bem a ideia do enquadramento, pertinência e actualidade do assunto em causa, como se pode ver pela sua transcrição:

“A 11 de Outubro de 1962 celebrou-se a histórica abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II. É preciso dizer que houve um antes, um durante e um pós-concílio, e que este está longe de se declarar terminado. De facto, se foi com surpresa que a Igreja e o mundo escutaram de João XXIII a convocatória desta extraordinária assembleia, não se pode dizer que não existisse uma maturação, tanto teológica como pastoral, que podia garantir a viabilidade daquele evento. Depois foi o processo do Concílio: mais de dois mil bispos como participantes, centenas de teólogos e peritos e uma repercussão mediática apaixonada. A elaboração dos principais documentos, as várias versões em discussão, a vivacidade dos debates mostravam a Igreja num fundamental movimento de auto-compreensão, em diálogo recuperado com as fontes da sua Tradição e numa abertura às questões do presente e da história. E, por fim, o grande e complexo período de recepção do Concílio, onde agora nos encontramos. Há posicionamentos diversos e hermenêuticas não necessariamente convergentes, mas um dado parece fazer o consenso: o olhar em relação ao Concílio Vaticano II e à sua herança é absolutamente decisivo para perceber os caminhos actuais da Igreja no tempo”.

Como se pode ver pela transcrição feita, estamos perante um assunto de muito interesse para a Igreja actual enquanto instituição que vive no tempo e que não pode deixar de estar atenta aos seus “sinais”. Mesmo não tendo de esperar posicionamentos e interpretações sempre convergentes da mensagem conciliar, a verdade é que se assiste, hoje, a tentativas de interpretação do Vaticano II, puramente negativistas, estreitas e reactivas que tornam necessárias novas abordagens criteriosa e saudavelmente conseguidas.

Bom seria que o repouso do Verão trouxesse às comunidades cristãs novo vigor e nova disponibilidade ou abertura à renovação eclesial convocada pelo Concílio Vaticano II.

Boas férias.

2011-08-01 08:00:00

Imprimir notícia