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Há financiamento além<br> do crédito bancário
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Há financiamento além do crédito bancário

O presidente do Parlamento Europeu dos Jovens-Açores (PEJ-Açores), Steven Barbosa, explica em entrevista exclusiva em que consiste o movimento “Juntos Vamos Dar a Volta à Crise”.

O movimento “Juntos Vamos Dar a Volta à Nossa Crise tem tido muitas adesões?

Sim. Começamos o Movimento “Juntos Vamos Dar a Volta À Nossa Crise” em meados de Agosto e neste momento estamos a consubstanciar este movimento com a assistência a jovens empreendedores, grandes empresas regionais, PME e entidades sem fins lucrativos.

A abrangência é cada vez maior e cada vez mais atingimos mais pessoas e tentamos ajudar a encontrar as subvenções mais adequadas ao seu investimento. O nosso Movimento surge numa altura em que não se pode recorrer ao crédito bancário e numa altura em que as subvenções estatais devem ser cada vez mais reduzidas, dando assim a oportunidade de diversas empresas e instituições recorrerem ao investimento necessário através de subvenções do Orçamento Central da União Europeia que Portugal tira poucos benefícios uma vez que desperdiça milhões de euros anualmente pela falta de projectos que concorrem a financiamento comunitário nos mais diversos sectores.

É necessário chamar a atenção para as pessoas e entidades que o Orçamento da União Europeia, apesar de grande parte ser atribuída aos Estados-Membros para os gerirem autonomamente, a verdade é que a Comissão Europeia é responsável por adjudicar 22% do orçamento total da União Europeia directamente a entidades e empresas por sector de actividade: indústria, comercial, cultura, media, juventude, cidadania, energia, transportes, reabilitação urbana, entre outras.

Como funciona o processo de apoio depois de ter sido aceite o financiamento?

O processo de apoio às instituições começa pela adequação das subvenções divididas em diversos programas de apoio da União Europeia nos diversos sectores de actividade de modo a assegurar o financiamento de suas actividades ou investimentos. Numa fase posterior ao ter-se já assegurado a compatibilidade do projecto pretendido com a subvenção partimos para a elaboração e suas diferentes fases de implementação do projecto desde realização da candidatura até receberem o financiamento e posteriormente ao aplicarem o financiamento adquirido no desenvolvimento do projecto da forma mais correcta de modo a possibilitar uma boa execução e assim garantir o seguimento para uma segunda etapa de financiamento que corresponde a uma segunda candidatura mais exigente e assim a instituição vai crescendo em capacidade e em termos de financiamento. Ou seja, pretendemos provocar uma bola de neve em que o primeiro projecto seja a base para outros projectos subsequentes de modo a garantir o financiamento adequado a todas as necessidades das entidades apoiadas, tendo em conta a nossa parceria com consultadorias especializadas.

Quais os requisitos que são necessários ter para se ser um bom candidato ao apoio financeiro?

Em primeiro lugar queremos passar a mensagem que qualquer cidadão, entidade ou empresa que não esteja endividada pode concorrer a uma subvenção para a criação de uma empresa, desenvolvimento de uma actual empresa ou outras actividades decorrentes das instituições sem fins lucrativos.

Que tipo de serviços oferecem ao candidatos, para além do apoio financeiro?

Os nossos serviços baseiam-se no apoio à consultadoria, ou seja, dar a conhecer as subvenções existentes em cada área e quais se adaptam aos seus objectivos, a criação de um plano de longo termo baseado no financiamento comunitário e ainda a resolução das questões legais, contabilidade, etc., ou seja, um pacote de serviços apto a receber qualquer cliente. Para além disso penso que estamos a desenvolver uma importante missão que é dar a conhecer novas formas de financiamento da nossa economia.

Quantos parceiros têm na área financeira?

Na área financeira, para além de contarmos com um consultor da equipa do PEJ Açores possuímos parcerias com duas empresas de consultadoria de financiamento comunitário estratégicas. Uma baseada em Londres e com grande experiência junto da Comissão Europeia e outra baseada nos Açores.

Terão apoio apenas para empresas, instituições e organizações dos Açores, ou também terão em outros pontos da Europa?

Agora, neste momento, estamos a pensar apenas regionalmente, embora tenham já aparecido solicitações a nível nacional.

O que pretendem com a realização deste tipo de acção?

Tal como o Movimento diz: Pretendemos dar a volta à crise financiando as nossas actividades em subvenções até agora não aproveitadas por parte dos portugueses da Comissão Europeia.

JornalDiario

2011-12-16 17:00:00

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