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Não estou pressionado pelos títulos conquistados
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Não estou pressionado pelos títulos conquistados

Em entrevista exclusiva, o campeão de Portugal de ralis, Ricardo Moura, fala da preparação da nova época, recusando qualquer pressão pelos resultados obtidos em 2011.

Neste momento, como se encontra a sua preparação para esta época?

Estou a preparar-me tecnicamente, isto é tudo o que é necessário do ponto de vista material está a ser adquirido e a nossa equipa está a reconstruir os nossos carros de provas. Pessoalmente, também tenho continuado o meu plano de preparação física.

A temporada inicia-se mais cedo com a realização do Sata Rallye Açores. Que leitura faz da alteração da data do mais importante evento automobilístico que tem lugar na Região?

Como tudo tem aspectos positivos e outros negativos. O facto de ser na época baixa é bom para a Região, mas, por ser a primeira prova do calendário, penso que a organização terá dificuldades em confirmar a presença de alguns pilotos, uma vez que devido ao contexto económico, muitos concorrentes só vão conseguir reunir os seus orçamentos numa fase posterior ao habitual. No entanto estou certo que o Grupo Desportivo Comercial (GDC) está à altura de todas as dificuldades que possam surgir.

Quais os objectivos pessoais para o Sata Rallye Açores?

Ser o melhor carro não super 2000 e se possível bater alguns concorrentes menos rápidos que se apresentem ao volante de viaturas daquela categoria..

Em termos de viatura, a aposta permanecerá no Lancer EVO IX?

Eu já há muito que gostaria de ter evoluido para um carro mais recente e competitivo, mas neste momento não conseguimos reunir condições para tal. Desta forma, vamos estar, novamente, com os nossos EVO IX que tantas alegrias nos têm dado.

Quais os objectivos para esta temporada?

Nos Açores, revalidar o título. Em termos nacionais, ainda não temos o nosso programa definido e não sabemos quem serão os nossos adversários dai considerar prematuro definir um objectivo para o Campeonato de Portugal de Ralis.

Já tem definida a sua participação na totalidade de provas do Campeonato de Portugal de Ralis?

Ainda não, uma vez que com a redução orçamental poderei não ter orçamento para disputar todas as provas. No entanto, teremos sempre a possibilidade de participar nos seis ralis menos dispendiosos.

Sente-se mais pressionado pelo facto de, na temporada transacta, ter ganho tudo o que havia para vencer a nível nacional e regional?

Não, a temporada de 2011 já passou, e foi um ano em que atingimos a totalidade dos objectivos a que nos propusemos. Em 2012, temos um novo desafio e uma nova oportunidade e tudo faremos para alcançar os nossos objectivos e desta forma contribuir para a divulgação e mediatização de todos os nossos patrocinadores.

Será este o ano da desejada internacionalização?

Penso que será novamente muito difícil. Já há alguns anos que deveria estar a correr no estrangeiro, porque para a evolução de um piloto de ralis nada melhor do que estar permanentemente a competir em diversas provas com diferentes características. No entanto, não tem sido possível mas também não é por isso que vamos desanimar e as palavras de ordem continuarão a ser, profissionalismo, rigor, fé, dedicação e motivação, esperando sempre poder contar com a estrelinha da sorte. Este será o nosso lema independentemente de qual seja o nosso programa desportivo.

Que leitura faz das novas competições criadas nos Açores, nomeadamente em S. Miguel, para este ano de 2012?

Novamente como tudo, tem aspectos positivos e outros nem por isso. Será benéfico apenas para os pilotos de S. Miguel, que com um baixo orçamento podem agora disputar uma competição na integra, por outro lado, com a quantidade de provas automobilísticas que temos na Região corremos o risco de desertar o principal campeonato, o que em minha opinião é um erro grave, e de começar a exigir demais aos patrocinadores, empresas privadas e entidades publicas, que apoiam as organizações, podendo levar a uma rotura completa. A médio prazo assistiremos a uma selecção natural, não havendo, contudo, dúvidas que existem provas a mais nos Açores e como tal só as melhores terão um futuro promissor.

JornalDiario

2012-01-13 23:00:00

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